quinta-feira, 19 de maio de 2011

Carga de urânio: impasse poderá ser resolvido na Justiça

Caetité - O impasse sobre o destino da carga nuclear com 90 toneladas de concentrado de urânio que seria encaminhada para a mina das Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) em Caetité (757 km de Salvador) chegará ao quarto dia sem solução. A estatal, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, ameaça entrar com pedido, na Advocacia Geral da União (AGU), para liberar o transporte do material por meio de um mandato de segurança.
As carretas com os contêineres estão retidas no batalhão da Polícia Militar no município vizinho de Guanambi (40km de Caetité), depois que a população impediu a entrada dos comboio na cidade, com medo de se tratar de lixo atômico. Nesta quarta-feira, 18, novas manifestações foram realizadas em Caetité contra a transferência da carga para a mina de Maniaçu (28 km do centro).
Desde então, técnicos da INB e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) foram para Caetité para comprovar a idoneidade do material. O presidente da INB, Alfredo Tranjan, disse ontem, em Caetité, que o material está em local inadequado e que o impasse precisa ser resolvido com urgência.
Diante das declarações, uma equipe da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) foi a Guanambi, no final da tarde de ontem para vistoriar o material. O relatório não foi divulgado.
As declarações do presidente da INB também provocaram rumores de que uma nova manifestação seria realizada, ontem, dessa vez em Guanambi, pedindo a retirada do material da cidade. A reunião que decidiria sobre o destino da carga foi interrompida, mas, apesar da preocupação, os boatos não se concretizaram.
O prefeito de Guanambi, Charles Fernandes Silveira Santana, solicitou “a imediata retirada do elemento radioativo para local de acordo com as normas técnicas determinadas pela CNEN”.
A Comissão Pastoral do Meio Ambiente recorreu aos ministérios públicos estadual e federal, mas as entidades também não se manifestaram sobre o assunto.
Apesar de descartada a possibilidade da carga radioativa ser lixo atômico, a preocupação agora é com o processo de reembalagem do urânio, que deverá ser transferido para outros toneis, podendo gerar resíduos.
“Nós nos propusemos a abrir nossas instalações, chegaram dois técnicos da CNEN que podem acompanhar o processo para ver que somos efetivamente capazes”, disse o presidente da INB.
Fonte: atardeonline

terça-feira, 17 de maio de 2011

Exposição e seminário tematizam preservação da história de Caetité

O Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus VI da UNEB, em Caetité, em parceira com o Arquivo Público Municipal (APMC) e o Fórum Cezar Zama, promove nos dias 19 e 20 deste mês, no município, exposição e seminário sobre preservação de documentos históricos.
No dia 19, a partir das 19h30, será realizada, no auditório do fórum, a exposição Autos judiciais, arquivos culturais: preservar, pesquisar e conhecer.
Na abertura da mostra o professor Ruy Hermann, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), ministra conferência sobre o tema da exposição.
Já no dia 20, acontece o seminário Preservação de documentos históricos, a partir das 9h, na sede do Arquivo Público Municipal de Caetité.

A programação dessa atividade, direcionada a estudantes, professores e profissionais da área de direito, história e educação, prevê a realização de mesas-redondas e comunicações sobre o tratamento dos acervos públicos do município.
“A exposição e o seminário são um reconhecimento ao trabalho de conservação da história do município que está sendo feito pela UNEB e seus parceiros”, explica o professor Paulo Henrique Duque, que participa da equipe de coordenação dos eventos.
As ações integram o projeto Arquivo-Escola, coordenado pelo curso de história do DCH, que objetiva a pesquisa e a preservação dos arquivos históricos de Caetité.
As iniciativas contam com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UNEB e das secretarias municipal e estadual da Educação (SEC). Para participar não é necessário realizar inscrição prévia.
Informações: DCH/Campus VI – tel. (77) 3454-1227.
Amine Leitão

Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação
Fonte: http://www.uneb.com.br/

Caetité: Pastoral pede que MPF vistorie carga radioativa

Nilton Gonzaga Ag. A Tarde
A Comissão Pastoral do Meio Ambiente, associação ligada à Igreja Católica, entrou com um pedido de abertura de ação civil pública no Ministério Público Federal (MPF) exigindo a vistoria da carga de nove contêineres enviados para a unidade da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que fica em Caetité a 753 km de Salvador. Segundo a empresa o material é concentrado de urânio. Já ambientalistas dizem que a carga contém lixo radioativo. Em nota, a presidência da INB sustenta que as carretas estão transportando 90 toneladas de concentrado de urânio, de propriedade da Marinha brasileira e que esse material é o mesmo produzido na mina de Caetité. O objetivo, segundo o presidente da INB, Alfredo Tranjan, é criar um novo reservatório e retomar a capacidade de produção máxima, pois, no ano passado, a unidade de mineração não conseguiu atingir as 400 toneladas da meta anual.
Fonte: A Tarde: Politica Livre

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Vereadores e deputados pedem retirada da carga com urgência

A presença das carretas carregadas com lixo radioativo na cidade de Guanambi, no sudoeste baiano, que seriam transportadas para as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité, mas foram barradas pela população, motivou a criação de uma comissão de vereadores para discutir a situação. Na manhã desta segunda-feira (16), os vereadores Hugo Costa, José Carlos Latinha e Vitor Bonfim, acompanhados dos deputados estaduais João Bonfim e Luiz Augusto, e da representante da ONG Prisma, Maria Emília Blanc, reuniram-se com o comando do 17° Batalhão da Polícia Militar para solicitarem esclarecimentos sobre a permanência da carga radioativa que encontra-se estacionada no pátio do batalhão. “O governador está fora do país, mas ainda hoje falei com o Governador em exercício Otton Alencar cobrando uma solução”, disse o Deputado Luiz Augusto à nossa reportagem.  Os vereadores pediram às autoridades responsáveis que providenciem o deslocamento imediato das cargas.

Caetité: Manifestantes impediram que carga de urânio passasse para a usina da INB

Centenas de manifestantes reuniram na Av. Olimar Rodrigues no início da noite desse domingo (15-05) para impedir a passagem de um carregamento de urânio vindo de São Paulo para Caetité.
A manifestação surgiu guando chegou à comunidade a informação de que as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) estariam trazendo para Caetité um carregamento de cerca de 100 toneladas de lixo nuclear de São Paulo para a área onde a estatal já desenvolve atividades de extração urânio.
No início da noite desse domingo (15-05) quando o carregamento chegou os manifestantes já estavam reunidos em frente do Cemitério Municipal impedindo a passagem de nove carretas com contêineres carregados de material radioativo. O comboio foi escoltado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A operação estava sendo coordenada pelo técnico da INB, Edenil Melo de Britto.
A PRF percebendo que não tinha condições de passar comunicou ao coordenador da operação, Edenil Melo, que consegui autorização para levar comboio para o 17º Batalhão da Polícia Militar na cidade vizinha de Guanambi até uma nova ordem de destino do material.

Muitas pessoas usaram o carro de som para fazer esclarecimentos sobre o assunto, inclusive o prefeito municipal de Caetité Zé Barreira que disse que não foi comunicado pela empresa e que não aceita no município material radioativo vindo de outro local sem conhecimento da finalidade do produto e da segurança necessária para a comunidade.
O coordenador Edenil disse que toda operação foi autoriza pelos órgãos competentes do país e que a comunicação não pode ser prévia já que a lei determina que o plano tenha que ser confidencial. O processo só deve ser do conhecimento do coordenador da operação, Polícia Rodoviária Federal, IBAMA e Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Segundo Edenil o material vindo para Caetité foi produzido em Poços de Caldas - MG e parte comprada no exterior e que está em embalagens diferentes de 50, 60 e 70 litros e que para ser exportado deverá ser em embalagens padronizadas de 200 litros. No Brasil somente em Caetité há instalação adequada para esta operação.
Os manifestantes só deixaram o local depois da meia noite quando o coordenador da operação, Edenil Melo, foi ao local informar sobre o material e prometer que o carregamento só sairá de Guanambi depois de um diálogo com a comunidade e decisão do presidente da INB, Alfredo Tranjan Filho.
Silvano Silva - DRT-BA: 4393